sábado, 10 de setembro de 2011

Mudança

O indie de boteco mudou. Na verdade eu mudei, sempre mudo, nesses 2 anos e meio em que escrevo neste blog vocês puderam acompanhar essas mudanças à fundo. Fui triste, feliz, apaixonada, desiludida, irresponsável, e acima de tudo, fui humana. Clichê não?
Pode até ser, mas é isso mesmo, ninguém é igual por toda vida. Saltei de baterista revoltada à algo que ainda não sei explicar exatamente. Gosto de falar dessas mudanças, gosto de ser eu mesma, mesmo que muitos não gostem, não tenho vergonha de ser vulnerável, não tenho vergonha de errar. O que muitas vezes parece fraqueza, é justamente o alicerce de uma fortaleza impenetrável.

Sejam bem vindos novamente! E novamente... E novamente...

domingo, 24 de julho de 2011

Felicidade

Quero ter uma casa pequena, onde eu possa olhar pela janela e ver algumas árvores ou pelo menos uma, isso já seria maravilhoso. Nesta casa quero ter um violão para alegrar meus momentos de nostalgia, um cavalete, algumas telas em branco e muitas, muitas tintas, para poder "eternizar" meus sonhos. Ela será "amarela" como a luz branca do sol e terá uma porta vermelha para que todos que entrarem se sentirem aquecidos. Na cozinha um forno a lenha talvez, e no quintal bastante espaço para receber os amigos em dias ensolarados, uma horta para sentir a terra em minha mãos, e sobre mim o céu com suas infinitas cores.
Para alguns isso é não ter ambição, para mim, isso se chama Felicidade!

domingo, 10 de julho de 2011

Follow the white Rabbit!



Tudo parece tão estranho olhando daqui. Acho que perdi minha capacidade de escrever o que sinto e de imaginar o que eu pudesse sentir. Tantas coisas mudaram, inclusive eu; mas ultimamente me sinto como um lord Sith implorando para voltar a ser Jedi. Caminhei tanto, e apenas dei uma volta em torno do mesmo lugar. Tá chegando os 25 e lembro que aos 16 pensei sair de casa aos 18. Pois bem, ainda estou aqui. Sentada.
O cenário não mudou tanto, exceto pelo computador, precisei jogar aquela merda de Pentium fora e comprar um Core 2 Duo, afinal, o que mais mudou nesses últimos 10 anos foram os processadores e o índice de fofoqueiros, o Twitter está aí para isso. Todo mundo entende de política, todo mundo entende de marketing, de publicidade, aliás, todo mundo acha que "é jornalista". Desde quando a pulada de cerca do vizinho passou a ser notícia?
Então alguém pode me responder. Que merda de sociedade estamos criando? Onde agora é moda querer ser vintage! Se achamos que as décadas passadas foram melhores, é por que algo está errado. Mas ao invés de tentarmos fazer o certo, estamos aqui não é Renata? Sentados! Conectados 24 horas por dia, em uma rede de mentiras. Por que aqui podemos ser quem quisermos ser. Podemos ter um pau maior, uma bunda maior, podemos fingir até que temos um QI maior. É moda ser nerd. Legal falar isso agora, depois de ter sofrido tanto bulling no colégio, bem que essa poderia ter sido a moda nos anos noventa, talvez não teriam me chamado de idiota, lesa, sapatão... Ah! Aliás, também é moda ser gay hoje em dia.
A história humana sempre foi marcada por guerras, desde a mitológica batalha Troiana ao grande circo de horrores de Hitler, mas como toda grande dinastia, governo, império, seja lá como você quiser chamar, todos um dia cairão. Estamos na Era dos Buscadores e Redes Sociais. E teve época onde todos acharam que o Yahoo! seria eterno. 
O mundo as vezes é tão irreal, que quando fecho os olhos para dormir, tenho a sensação de que estou finalmente prestes a acordar!


sábado, 18 de junho de 2011

R.

    

  Podem me criticar, como se eu fosse apenas uma meretriz hipocrita, mas posso  afirmar que hipócrita não sou,
é incrível como podem apontar o dedo e enumerar o defeito dos outros. Ando por aí procurando respostas para questões inexplicáveis, é quando percebo que mesmo que as horas passem, eu sempre carregarei um rótulo de menina má, sempre serei um coração de pedra.
      Mesmo que isso tudo não seja eu, mesmo que ninguém me enxergue como realmente sou, mesmo que tudo a minha volta seja somente realidade distorcida, não me importo em quebrar os paradigmas, em quebrar com tudo, pode ter certeza que não sou essa pedra fria. Me dê sua fé e verás o quanto posso fazer arder sua mente. Sou mais do que todos esperam, pena que só quem vê isso de fato sou eu.
     Continuo andando pelas ruas sujas e sentando na sarjeta enquanto não aparece algo melhor pra fazer, não espero que ninguém me ame, as sombras da noite já fazem isso, e a luz que entra pelas cortinas quando acordo em um lugar qualquer também.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Espanca

"A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."
   Sábias palavras de Florbela*, ela que consegue me traduzir entre suas linhas, tão doce e amarga, talvez seja isso o que sou, talvez eu seja feita de dualidades, de pluralidades, deve ser por isso que todos os dias sou todos e não me encontro em ninguém. Penso que talvez se fosse mais corajosa, se parasse mais de me afogar em goles de bebidas baratas eu pudesse ser alguém, para alguém, mas não sou, nunca fui e talvez, se é que existe "talvez", nunca serei nada além de um borrão de tinta em uma página mal escrita.
   Afogo minhas mágoas, e como disse Frida, "as diabas aprenderam a nadar", e nesse momento consigo apagar 80% da minha solidão, seria ótimo se o restante não fosse auto piedade. Não sou nenhuma filósofa, sou apenas um ser pensante, em movimento, minha mente não pára, não mente, como orgasmos entre pernas de seda.




*florbela espanca



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando eu era pequena, me pai falava que pessoas boas nunca ficavam sozinhas. Esse sempre foi o meu maior medo. De certo, não devo ser muito boa pessoa, aliás sou sempre eu e eu mesma, somente uma parte, a outra, se perdeu, e eu que nunca tive sorte, não à encontro.
Não devo ser boa pessoa.
Pessoas boas se sentem felizes, completas. Sou apenas um quebra cabeças faltando as melhores peças.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre a menina no espelho.



E ela olhava. Olhava-me como se soubesse o que se passava dentro de minha alma. Como se entendesse tudo, todos os conflitos, e angustias que eu jamais contei a alguém. É assim, sorrimos para não chorar, bebemos para nos enganar. Porém ao deitar a cabeça no travesseiro, nos segundos entre dormir e estar acordado, tudo vem a tona, entra pelas veias como soro, e dói.
As vezes sentia que mesmo calada, ela gritava, e meus ouvidos, sem nem mesmo sentir uma única vibração sequer do ar, a ouvia. Nos seus olhos castanho, ela chorava, sem derramar uma lágrima. Mesmo assim... escorria. Eu trocava de roupa, de idade, de anseios. Ela se despia. Arrancava fora quase tudo que podia.
Quantas vezes a olhava, e mesmo a vendo, não enxergava. E meu ego explodia. Cada um cultiva o seu como quiser. Enquanto eu deixava o meu crescer, freneticamente ela se debatia. Eu queria enxergá-la, mas estava cega. Nos deslumbramos com tão pouco.
Os anos passavam. As horas corriam. 
E ela continuava a me olhar. Até que um dia eu acordei. Então pude notar, que mesmo com o passar dos anos, ela se mantinha sã. Entre gritos e berros, a louca era eu, que estava em silêncio.