quinta-feira, 19 de março de 2009






Ultimamente não tenho muito a dizer... Só que tapamos nossos olhos quando nosso coração se abre para o mundo. Já não sei se quero caminhar com os olhos vendados!




foto: rê 

sábado, 14 de março de 2009



Hoje eu resolvi parar de me controlar. Talvez perder o controle seja mais sensato. Odeio perder o controle, geralmente não sou eu quem controlo a situação, nesse caso também! Mas eu me controlo, por que todo dia explode um sentimento dentro de mim. Na verdade meu coração pulsa incessantemente sempre que vejo seus olhos ou ouço sua voz em minhas lembranças. Cada dia que passa fica mais difícil de conter o que sinto. Difícil é ter medo de arriscar perder o que ainda não tenho. E mas difícil é não ter você...


desenho e edição: rê

terça-feira, 10 de março de 2009


Pelas trilhas  que andei
Pelos caminhos que deixei
Penso nas coisas trágicas
No líquido que esquenta meus olhos
E no quanto que eu derramei

Não é ruim chorar por amor!
Mas as vezes corro em direções
Que me tiram o fôlego, e outros
Que simplesmente me renovam.

Aí é que corro
Com medo de errar o erro de novo
De molhar meu rosto novamente
Viver sem horizonte
Mas depois que aprendi a ser contente
Mesmo assim do amor eu corro
E em minhas paixões
Novamente, morro!



domingo, 8 de março de 2009

Ela queria mais...


Ela queria mais, muito mais do que apenas viver situações passageiras, ápices de sentimentos que da mesma forma rápida que acontece, se perde no passar dos segundos.  Queria poder sentir que sua vida não passava apenas de horas perdidas, de beijos perdidos e olhares perdidos...


Queria ela saber que cada passo que dava, era uma linha escrita de sua história, que cada abraço que dava, não iria se esvaecer em outros braços, que cada pétala das flores dadas, não iriam simplesmente murchar e que cada gota de orvalho não se tornariam lágrimas.


E queria mais, por que o desejo de sentir o mundo lhe fazia sorrir como criança, e não só o mundo inteiro, mas cada ser invisível a nossos olhos. Perguntava se não era querer demais, desejar demais, pedir demais.


E o mundo ela abraçava, tomava para si, se sentia a dona!


Dona de algo que nem ela mesma compreendia, mas que podia sentir plenamente vivo!


foto e edição: rê caraih

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Nota!

Hoje é o “Dia Internacional da Mulher”... Sim, dia esse que nem nos lembramos do por que ser celebrado. Milhares de gente comemoram esse dia dando ou recebendo presentes; perfumes, maquiagem, flores, utensílios domésticos; como se as mulheres se resumissem a isso... Sinceramente, se for pra comemorar um dia somente por isso, eu me recuso!


Aff... Você mulher que lê esse blog, que se sente bem com minhas meras palavras, tente enxergar mais além e ver que esse dia foi criado com sangue e suor de mulheres que lutaram pra nós termos todos esses direitos.


Peço eu, para não nos tornarmos parte de um mundo que tenta nos cegar em todos os momentos e que mais do que lutar para termos igualdade de direitos, lutemos pela liberdade de nossos pensamentos! 



sexta-feira, 6 de março de 2009

Nada


Hoje resolvi falar de nada, talvez seja uma pequena falha na minha criatividade ou uma enorme bomba dela. Não sei bem explicar, até por que a definição de nada é muito maior do que essas quatro letras que a compõe.

Sinceramente eu tenho lapsos de idéias, e da mesma forma que elas vêm, se vão... Às vezes demoram meses, dias ou apenas horas. Já me perguntei se preciso estar muito triste ou muito feliz, mas só constatei que devo sentir algo absolutamente forte. Mas é tão relativo, o que pode ou não me fazer sentir. Posso ter grandes idéias após andar de ônibus e não ter nenhuma após escutar uma música empolgante.

Eu gosto dos acordes simples, quatro já está muito bom para se fazer uma boa música. Para tocar algo que chamamos de coração, só basta entrar por nossa pele e nos fazer viajar sem sair do lugar. E quando isso acontece, pode ter certeza que meu coração dispara e minha mente viaja a uma velocidade incrível, se teleportando por lugares que nunca vi e que só existem dentro de mim.

Nossa... Acabei falando de algo além do nada. Talvez o nada não seja a ausência, mas o sono inconsciente de nós mesmos.



quarta-feira, 4 de março de 2009




E todas as feridas que me afligem
é tão fácil suportar
quando vejo que tudo é cruel
Me curo ao contemplar o céu
Teu céu!
O céu que encontro em teu olhar.

E se todos os dias eu pudesse ver
esse amanhecer
E tão cedo ouvir o som da tua voz
como sonoros gemidos que a brisa faz
E me embriagar com o teu cheiro
e me perder na tua boca

Talvez assim eu não sentisse mais medo
de admitir que de tão louca
sonho todos os dias com vc!


imagem: rê caraih

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Pequenos Prazeres


Existem pessoas que precisam de muito para se satisfazer, muitas destas ficam felizes com um Rolex, uma bolsa Prada, uma viagem à Europa ou um carro, outras acham que satisfação se encontra na cama ou sobre uma mesa qualquer. Não sei por que, mas sempre fui diferente, sempre me senti diferente, como o patinho feio da historia infantil; que nem é tão infantil assim se você parar pra analisar. Me sentia muito mais feliz em me jogar na grama e olhar o céu do que brincar de “modelo” com minhas primas.

 

 Sim, eu sou atípica!

 

Me sinto feliz em ficar no sofá olhando as imperfeições da parede ou o pó sobre os móveis, passo horas olhando o forro do meu quarto, analisando cada vão, cada teia de aranha que se formou devido meu descuido.

 

Se felicidade for ter algo caro, não quero ser feliz.

 

Gosto de me imaginar em certas situações, que se repetem na minha cabeça desde minha infância. Em uma delas eu simplesmente encontro alguém igual a mim... Alguém pra sentir esses pequenos prazeres comigo, e esperar as primeiras gotas de chuva caírem sobre nossas testas.


Eu quero ser feliz com a simplicidade das coisas, com a humanidade das pessoas e me afogar na realidade dos meus sonhos.