
E tudo se limitava
Não houve inicio
Mas o fim que logo estava por vir
Anunciava o que nunca havia acontecido.
Na mesa do bar ela chorava
Jogando as cartas na mesa
Procurando a sorte no azar de suas lágrimas
- Me dê mais uma cerveja!
E se afogava...
Como flor sensível
Que o orvalho teima em machucar.
É! O amor é a cura
E a chaga de todo romântico
Infeliz dela que insiste em amar!
E no boteco
Ela continuava a lamentar
O que nunca teve
Mas que quase sentiu sua pele tocar...
imagem: rê