segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Não vale a pena!

As vezes acho a vida muito injusta. Mas acredito que as coisas acontecem no momento que devem acontecer, nunca acreditei em acaso, não que tudo fique somente nas costas do destino. Sei que temos escolhas, e que essas escolhas podem determinar onde e quando iremos chegar. Porém, durante esse percurso muitas vezes fadigante, tudo parece muito injusto. Como se Deus tivesse se cansado de você e tivesse criado um labirinto interminável e cheio de armadilhas, onde muitas vezes é ''matar ou morrer''. 
Cresci ouvindo meu pai falar, "Minha filha, ninguém dá o que nunca teve" e "Plante o Bem hoje, para colher amanhã", sábias palavras do Seu Henrique. Essas duas máximas praticamente regem a minha vida. Sempre as trago na minha cabeça, principalmente em momentos de dificuldade.
Não sou o tipo de pessoa que guarda mágoa, mas as vezes é inevitável... E horrível. Quase como um gosto amargo na boca, engolindo tudo secamente. Mas saibamos tirar proveito até das coisas ruins. Briguei com a minha melhor amiga 2 vezes, deixamos de nos falar uns 4 meses, nos evitávamos, virávamos a cara, as duas feridas por dentro, morrendo de saudade, mas o orgulho não deixava a gente dar o braço a torcer. Até que um dia resolvemos nos perdoar e percebemos que éramos muito mais amigas do que pensávamos ser. No final foi bom, somos amigas, melhores amigas até hoje, por que sei que posso contar com ela e ela sabe que pode contar comigo, mas foi necessário sentirmos aquele gosto ruim na boca.
Porém, cada situação é diferente da outra. As vezes nem vale a pena sentir mágoa, as vezes é melhor deixar que a pessoa se vá e não olhar para trás. É, acho que esse foi o grande ensinamento do meu pai, só que aplicado. Ninguém pode ser amável se não ama, ninguém pode ser bondoso se não é bom. E ninguém, por melhor que seja a intenção pode mudar outra pessoa se esta não está disposta a mudar. É por isso, que depois de aprender da forma mais amarga possível, percebi que algumas pessoas simplesmente não valem a pena. E como toda boa história dá em música, acho que não tem música que descreva melhor todo esse episódio do que "Não vale a pena" na voz da Maria Rita. E como ela mesma canta "Que é uma pena, mais você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor."

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Descontrolada

As vezes é absurdamente difícil ter controle de si mesma. Até um tempo atrás, pensava eu ser uma pessoa controlada, não que eu seja neurótica ou algo do tipo, mas as vezes perdemos o controle por nos controlar demais. Ok, isso parece um tanto irônico e insano, mas para mim, pessoas muito controladas, aquelas que não explodem de vez enquando, são as com quem devemos nos preocupar. Conheci muitas pessoas assim até agora, algumas mais e outras menos incoerentes, pessoas essas que se fechavam em um sua própria redoma de vidro e ficavam lá, implodindo. Sim, elas implodem, se auto flagelam físico e psicologicamente. Geralmente elas acham que estão no controle de tudo, mesmo que não estejam.
As vezes o descontrole é necessário, ninguém consegue ser 100% são durante a vida toda, por que no mundo em que vivemos, ser são é uma porta aberta para a loucura. Você que está lendo isso pode até discordar de mim, talvez eu mesma discorde daqui há mais ou menos 20 minutos, somos todos passíveis de mudanças, justamente essas mudanças que nos possibilitam sermos várias pessoas em uma só. Todos nós temos um diabinho e um anjinho dentro de nós, só que nem sempre eles são quem parecem ser, por que as vezes, o anjo pode ser muito mais cruel do que podemos imaginar.
O que isso tem haver com o auto controle? Muito!
Confesso ser uma pessoa bastante ingênua, costumo confiar e esperar demais das pessoas, até que elas me provem o contrário. Geralmente elas conseguem fazer isso e infelizmente eu continuo confiando e esperando delas até perder as forças. Tenho uma atração enorme por pessoas vazias, talvez seja por que eu transborde. Não, não creio ser melhor que ninguém, mas tenho plena consciência de quem eu sou e de até onde eu posso ir, não faço nada além do que eu não possa suportar e enfrentar de peito aberto. Mas não sou perfeita, e depois de aguentar muito eu sempre explodo, com mais ou menos intensidade, ai é como vomitar todos os maus sentimentos e ferir quem eu tiver que ferir (não fisicamente ok?), mas isso é o que me mantêm equilibrada, por que sempre depois de uma grande explosão, podemos ver surgindo novos sentimentos e oportunidades, diga-se de passagem o big bang, não que tenha sido tão bom, por que acabou nos criando, não que isso tenha sido bom, pelo menos não para o universo. 
Se algum dia eu feri você, isso serve para minhas ex namoradas, amigos e qualquer pessoa com quem eu tenha explodido. Eu não me arrependo. Você mereceu e eu mereci ter a oportunidade de recomeçar... enquanto você ficou ai... controlado!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu não acredito em poesia


Eu não acredito em poesia. Mas já escrevi. Há muito tempo atrás, quando eu acreditava em amor. Quando não o conhecia. Quando ele não passava de utopia de um romântico qualquer... Eu escrevia poesia. 
Escrevia por aquele amor platônico pela professora de Língua Portuguesa ( que estaria decepcionada certamente se lesse este blog cheio de erros), escrevia pra garota popular do colégio que me tratava como merda por que eu era a nerd da sala e costumava transformar minhas divagações adolescentes em poema, por que naquela época eu não tinha contas para me preocupar, nem uma casa para manter e também era mais prático usar da licença poética para não ter que usar a pontuação de forma correta... Coisa que não faço até hoje.
Confesso que atualmente não consigo ler nem um bom poema sem achar um saco; desculpe-me Camões, Neruda e milhões de poetas que deixaram as mais doces palavras de amor eternizadas. Talvez seja por que eu tenha perdido a capacidade de acreditar. "Amor é fogo que arde sem se ver"... mais uma vez peço perdão ao poeta português, por que para mim esse sentimento se assemelha mais as palavras de Augusto dos Anjos, "O beijo, amigo, é a véspera do escarro". É muito mais real, é muito mais humano.
Amor dói, fere e amarga o beijo mais doce com mentiras bobas. Isso é amor? Por que é isso que leio nas entrelinhas de cada verso. Que diabos de sentimento é esse que nos destrói? Que nos implode e divide?
Poesia é como se cortar com papel afiado. Sangra e derrama... E no final acabamos todos manchados.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sobre a importância das coisas



Diga-se de passagem, que o ser humano não passa de um poço de egocentrismo barato. Movido a desejos, este se deslumbra com coisas banais, capaz de lhe satisfazer por pouquíssimo tempo, negligenciando o que de fato lhe seria relevante.
Cegos, surdos e incapazes de raciocinar o verdadeiro sentido das coisas, de suas próprias palavras, ele se deixa levar por inúmeras situações, se auto rotulando, tolindo a si próprio. Delimitando seu próprio carcere diante ao que a sociedade (de que faz parte e ajuda a alimentar) lhe impõe como certo e errado. Não passam de marionetes de um sistema corrupto, que eles mesmos insistem em manter de pé, por pura hipocrisia ou talvez por medo de admitir seus próprios erros.
Como crianças amedrontadas em frente a um "pai" com o cinto na mão, estes preferem se ater as mentiras, à seus erros, e as máscaras que não retiram nem diante do espelho. É muito mais fácil não sentir culpa, quando começamos a acreditar em nossas próprias mentiras. Mantendo-se ignorantes diante ao que realmente importa, criando em suas cabeças seus próprios mundos, vamos caminhando assim, gritando ao mundo que o egoísmo não passa de auto proteção, e não de um câncer prestes a leva-los a óbito.

domingo, 6 de maio de 2012

O Obturador

A insistência é a maior prova de otimismo. O ato de não se deixar vencer diante dos obstáculos da vida, diante as provas impostas pela vivência com outras pessoas e principalmente consigo mesmo. As pessoas tem uma visão deturpada do que é certo e errado, isso as fazem ter uma visão distorcida de si mesmo. O que seria do olho humano se não um grande espelho interno, onde vemos refletido no mundo nossas próprias imperfeições?
E não obstante, nos vemos presos em nós mesmos, inertes, cômodos e cegos. Como um obturador fotográfico, os olhos tem a sensibilidade que lhe convém em determinados momentos. Tanto pode deixar que toda luz entre, o fazendo ofuscar, como pode fechar-se por quase completo e apenas ver o que lhe acha propício. Porém, aos que com prática conseguem encontrar o ponto exato para que a luz o mostre as mais lindas cores e formas da vida.
Esses poucos sábios são os que jamais desistiram, todas as vezes que deixaram entrar luz demais ou que se fecharam na escuridão de seu próprio ego. Como heróis sempre prontos para boa batalha, sempre de mãos limpas e rostos sorridentes, enquanto o resto do mundo chora sozinho.
Minha vida é uma eterna reflexão de mim mesma, isso pode soar como egoísta, mas pelo o contrário, seria egoismo deixar que os demais convivessem com alguém acomodado com seus próprios defeitos. Minha visão do mundo é o reflexo do meu relacionamento comigo mesma. Não irei enxergar um lindo dia, se meu coração está envolvo a neblinas, da mesma forma que posso encontrar beleza em dias chuvosos se por dentro continuo sorrindo e confiante.
Há quem ache estúpido ser otimista, pois dizem que devemos ser realistas, mas a realidade é transformada por nós, e como senhores de nossa própria realidade, cada um a transforma, cada um sabe o quanto de luz precisa entrar.

domingo, 8 de abril de 2012

Season Finale?



Sabe quando a temporada do seu seriado favorito está quase no final? Quando as histórias de cada um começam a tomar rumos diferentes? Aí de repente aqueles personagens que você adorava se vêem obrigados a viajarem para outra cidade, seja por uma bolsa em uma faculdade ou por uma proposta de emprego, até mesmo por um amor... Todo enredo precisa de início, meio e fim. Por mais que a história gire em torno de um personagem ou de um grupo de personagens, em cada "season" eles passam por experiências que irão desencadear outras histórias paralelas, o que muitas vezes os fazem seguir por caminhos diferentes.
Estou sentindo que uma temporada da minha vida está acabando, alguns personagens que me acompanharam por tanto tempo estão seguindo seus próprios caminhos. Há quase 4 anos atrás iniciou esta temporada que está chegando ao final. Nela eu conheci Monique, Raissa, Brenda, Igor e Kath. Com eles eu vivi as maiores loucuras da minha vida, aprontamos, aproveitamos e amadurecemos juntos. Passamos por situações difíceis e nos apoiamos. Nesse meio tempo outros personagens apareceram, como o Eraldo, Nelson, Donato e Tony. Depois de tanto tempo, de tantas experiências vividas, estamos nos despedindo. Vocês foram a família que escolhi e não é por estarmos seguindo caminhos diferentes que iremos deixar de ser. Mesmo assim fico feliz por todos estarem no caminho que parece ser o certo, em buscar de seu próprio final feliz, seguindo em seu próprio seriado particular.
Monique Malcher está se tornando uma das melhores jornalistas culturais do estado. Raissa Daguer, se formou em Jornalismo e conseguiu passar na pós-graduação da PUC-PR. Brenda Pina, se formou em Terapia Ocupacional e está fazendo residência em Curitiba. Igor Ferreira, se formou em Direito, mas está buscando realizar seu sonho de ser crítico de Cinema. Kath, planejando se mudar para Floripa.
Assim está terminando essa temporada, mas não é por isso que não possam aparecer nos próximos episódios.
Na próxima quinta feira, vou começar uma vida "nova", em um cenário novo, com novos personagens, com novas experiências... Então, pra vocês que estão chegando agora. Sejam Bem-Vindos! E para vocês de que estou me despedindo, até em breve.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Umbilical



Sei que deixei esse blog de lado por quase dois meses, foi inevitável, só estava protegendo vocês de mim. Sim, quantas vezes escrevi besteiras aqui. Quantas vezes disse que iria mudar e não mudei. O fato é, que agora realmente mudei. Há 2 meses atrás eu estava com medo das mudanças, medo daquela viagem para o Rio de Janeiro, medo de voar de avião, medo de não me adaptar. Pois então... tudo mudou.
De fato eu me adaptei, já estou encarando o medo de altura com mais coragem e aquela tal viagem conseguiu mudar a minha vida. O medo das mudanças? Ele persiste, mas de forma diferente. Eu nunca tinha me encontrado até então, se bem que acho a metáfora do adormecimento muito mais interessante nesta ocasião. Isso, eu estava adormecida. Enquanto conhecia a cidade, entre os prédios antigos e a bela paisagem, acordei. Mas não foi só por causa disso, tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas, que se tornaram amigas. Pude conhecer melhor a minha irmã, mesmo que tenham acontecido algumas brigas, coisa de irmão mesmo, agora sei por que tanto a amo, por causa das nossas diferenças e do nosso amor incondicional por nossos pais e irmão.
Não sou o tipo de pessoa que acredita em "acaso", mas acredito em sinais, o que pode parecer bobagem, mas  foda-se quem nunca acreditou em algo além, eu acredito que todos estamos predestinados a algo, mas cabe a você escolher onde e como quer chegar. Você pode optar por caminhos mais fáceis e chegar no mesmo lugar de quem escolheu o caminho difícil, só que muito mais rápido, porém, você vai perder o principal, a jornada percorrida, as experiências vividas e a lição final não será compreendida em seu total. Creio que os anos que passei jogando RPG me ajudaram bastante a não ter tanto medo de travar batalhas e percorrer caminhos desconhecidos.
A respeito dos sinais... Sempre quis ir embora de Belém, não que eu não goste daqui, mas sou realista e vejo que a cidade me impõe limites. Meu propósito de vida nunca foi existir e sim viver, não quero estar presa a algo ou alguém que venha a me tolir pelo o que sou, no caso, sou um ser em transformação, de forma constante e plena. Ano passado tive a oportunidade de ir para o Rio Grande do Sul, acabei não indo, e troquei a palavra medo por "precaução" mas não mudei o sentido. Agora em menos de 6 meses tenho outra oportunidade, mas dessa vez eu estou me despindo de meus temores, empunhando minha espada, pronta para uma batalha, que seja boa, épica e legen - wait for it - dary!
Cortar o que nos une a familia, sejam laços econômicos ou afetivos, sempre é doloroso. Como se tivesse passado a vida inteira com 2 anos de idade, nos braços de seu pai e agora quisesse descer e correr em campo aberto, sem saber se vai haver alguma pedra para te levar ao chão. Não por acaso, nesta viagem eu comecei a treinar Roller Derby com a liga carioca Sugar Loathe Derby Girls. O Derby não é somente um esporte, é um estilo de vida, e uma das coisas que aprendi nesse tempo treinando com elas, é que em algum momento você vai cair, na verdade sempre vai cair, mas quando acontecer, levante-se o mais rápido possível, você sempre vai ter alguém que te apoie, mas cabe a você levantar sozinha.
Como eu disse, talvez se não tivesse passado por tantas coisas durante minha vida, pelos meus traumas de infância que afetaram minha adolescência, mas que no final me tornou uma mulher mais forte, se não fosse por todo o caminho difícil que passei, hoje eu não seria quem eu sou, de fato eu seria alguém, não que seria pior, mas seria diferente.