domingo, 8 de abril de 2012

Season Finale?



Sabe quando a temporada do seu seriado favorito está quase no final? Quando as histórias de cada um começam a tomar rumos diferentes? Aí de repente aqueles personagens que você adorava se vêem obrigados a viajarem para outra cidade, seja por uma bolsa em uma faculdade ou por uma proposta de emprego, até mesmo por um amor... Todo enredo precisa de início, meio e fim. Por mais que a história gire em torno de um personagem ou de um grupo de personagens, em cada "season" eles passam por experiências que irão desencadear outras histórias paralelas, o que muitas vezes os fazem seguir por caminhos diferentes.
Estou sentindo que uma temporada da minha vida está acabando, alguns personagens que me acompanharam por tanto tempo estão seguindo seus próprios caminhos. Há quase 4 anos atrás iniciou esta temporada que está chegando ao final. Nela eu conheci Monique, Raissa, Brenda, Igor e Kath. Com eles eu vivi as maiores loucuras da minha vida, aprontamos, aproveitamos e amadurecemos juntos. Passamos por situações difíceis e nos apoiamos. Nesse meio tempo outros personagens apareceram, como o Eraldo, Nelson, Donato e Tony. Depois de tanto tempo, de tantas experiências vividas, estamos nos despedindo. Vocês foram a família que escolhi e não é por estarmos seguindo caminhos diferentes que iremos deixar de ser. Mesmo assim fico feliz por todos estarem no caminho que parece ser o certo, em buscar de seu próprio final feliz, seguindo em seu próprio seriado particular.
Monique Malcher está se tornando uma das melhores jornalistas culturais do estado. Raissa Daguer, se formou em Jornalismo e conseguiu passar na pós-graduação da PUC-PR. Brenda Pina, se formou em Terapia Ocupacional e está fazendo residência em Curitiba. Igor Ferreira, se formou em Direito, mas está buscando realizar seu sonho de ser crítico de Cinema. Kath, planejando se mudar para Floripa.
Assim está terminando essa temporada, mas não é por isso que não possam aparecer nos próximos episódios.
Na próxima quinta feira, vou começar uma vida "nova", em um cenário novo, com novos personagens, com novas experiências... Então, pra vocês que estão chegando agora. Sejam Bem-Vindos! E para vocês de que estou me despedindo, até em breve.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Umbilical



Sei que deixei esse blog de lado por quase dois meses, foi inevitável, só estava protegendo vocês de mim. Sim, quantas vezes escrevi besteiras aqui. Quantas vezes disse que iria mudar e não mudei. O fato é, que agora realmente mudei. Há 2 meses atrás eu estava com medo das mudanças, medo daquela viagem para o Rio de Janeiro, medo de voar de avião, medo de não me adaptar. Pois então... tudo mudou.
De fato eu me adaptei, já estou encarando o medo de altura com mais coragem e aquela tal viagem conseguiu mudar a minha vida. O medo das mudanças? Ele persiste, mas de forma diferente. Eu nunca tinha me encontrado até então, se bem que acho a metáfora do adormecimento muito mais interessante nesta ocasião. Isso, eu estava adormecida. Enquanto conhecia a cidade, entre os prédios antigos e a bela paisagem, acordei. Mas não foi só por causa disso, tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas, que se tornaram amigas. Pude conhecer melhor a minha irmã, mesmo que tenham acontecido algumas brigas, coisa de irmão mesmo, agora sei por que tanto a amo, por causa das nossas diferenças e do nosso amor incondicional por nossos pais e irmão.
Não sou o tipo de pessoa que acredita em "acaso", mas acredito em sinais, o que pode parecer bobagem, mas  foda-se quem nunca acreditou em algo além, eu acredito que todos estamos predestinados a algo, mas cabe a você escolher onde e como quer chegar. Você pode optar por caminhos mais fáceis e chegar no mesmo lugar de quem escolheu o caminho difícil, só que muito mais rápido, porém, você vai perder o principal, a jornada percorrida, as experiências vividas e a lição final não será compreendida em seu total. Creio que os anos que passei jogando RPG me ajudaram bastante a não ter tanto medo de travar batalhas e percorrer caminhos desconhecidos.
A respeito dos sinais... Sempre quis ir embora de Belém, não que eu não goste daqui, mas sou realista e vejo que a cidade me impõe limites. Meu propósito de vida nunca foi existir e sim viver, não quero estar presa a algo ou alguém que venha a me tolir pelo o que sou, no caso, sou um ser em transformação, de forma constante e plena. Ano passado tive a oportunidade de ir para o Rio Grande do Sul, acabei não indo, e troquei a palavra medo por "precaução" mas não mudei o sentido. Agora em menos de 6 meses tenho outra oportunidade, mas dessa vez eu estou me despindo de meus temores, empunhando minha espada, pronta para uma batalha, que seja boa, épica e legen - wait for it - dary!
Cortar o que nos une a familia, sejam laços econômicos ou afetivos, sempre é doloroso. Como se tivesse passado a vida inteira com 2 anos de idade, nos braços de seu pai e agora quisesse descer e correr em campo aberto, sem saber se vai haver alguma pedra para te levar ao chão. Não por acaso, nesta viagem eu comecei a treinar Roller Derby com a liga carioca Sugar Loathe Derby Girls. O Derby não é somente um esporte, é um estilo de vida, e uma das coisas que aprendi nesse tempo treinando com elas, é que em algum momento você vai cair, na verdade sempre vai cair, mas quando acontecer, levante-se o mais rápido possível, você sempre vai ter alguém que te apoie, mas cabe a você levantar sozinha.
Como eu disse, talvez se não tivesse passado por tantas coisas durante minha vida, pelos meus traumas de infância que afetaram minha adolescência, mas que no final me tornou uma mulher mais forte, se não fosse por todo o caminho difícil que passei, hoje eu não seria quem eu sou, de fato eu seria alguém, não que seria pior, mas seria diferente.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bird


Existem momentos na vida que você acha que está fazendo a coisa certa. As vezes você realmente está, já em outras, está completamente enganado. Isso não torna você uma má pessoa. É como diz aquela frase "Melhor se arrepender do que fez, do que não fez.", absolutamente verdade, mas isso não quer dizer que você não é ingênuo demais, a ponto de mesmo enxergando que está errado, continua a errar com a esperança de um acerto futuro.
Creio que este seja o primeiro ano, que escrevo um post pós carnaval que não fale de alguma experiência maluca minha. Mas é que neste ano, esse ano está sendo diferente, já começou diferente. Estava tudo no lugar errado, e eu que achava que queria estar em outro lugar, estava absolutamente enganada.
Quantos pássaros na gaiola almejam por liberdade, porém ao se verem livres, sentem falta de seu puleiro? E é exatamente está a máxima que resume 25 anos de vida. Neste momento, gostaria de estar na gaiola, na MINHA gaiola!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Ansiedade [ MODE ON ]

Medo. Essa é exatamente a palavra que descreve o que sinto quando penso em entrar em um avião. Não sou o tipo de pessoa que tem medo de tudo, mas tenho os meus temores, que geralmente consigo controlar. Mas a coisa muda quando se trata de "altura".

Parece idiotice, e sei que muitos que vão ler isso aqui vão pensar "Mas que garota idiota!", então para você eu ligo o "foda-se", por que se fosse algo que eu pudesse controlar, nem estaria escrevendo neste blog às 00:21 da madrugada, perdendo uma noite de sono, pois vou ter que chegar ao aeroporto às 04:00, e enfrentar um vôo Belém-Rio de três horas! Sei que deve ter muita gente que assim como eu sentem pavor de voar. Tenho meus motivos, mesmo que não pareçam tão racionais, SIM! EU TENHO MOTIVOS!

A verdade é que não subo nem no terceiro degrau da escadinha para trocar uma lâmpada, assim como não subo escadas rolantes quando estão desligadas, é como se um filme de desastre fosse acontecer no exato momento em que eu pisar o terceiro degrau. Acho que tenho graves problemas com os terceiros degraus, mas isso não é preconceito com o número, nem supertição, antes fosse, talvez assim eu parecesse alguém mais normal e menos idiota.

Nem sei por que estou escrevendo aqui, acho que precisava desabafar, mas se isso faz vocês felizes podem rir da minha cara, quando eu colocar no meu status do facebook o quanto o vôo foi perfeito e como foi maravilhoso viajar 3 horas ao lado de uma gata com aquelas coisas polêmicas de que tanto admiro, ou simplesmente por falar que cheguei viva lá do "outro lado". Pois bem! Desejem-me sorte!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Do meu ponto de vista...


Acabei de sair de uma discussão com um amigo, espero que depois dessa isso não afete a nossa amizade. Não sou o tipo de pessoa que se cala diante de algumas situações, principalmente quando se trata de um dos teus melhores amigos. Acho que amizade verdadeira é quando você fala o que tem que falar, independente do que seja, tens que ser sincero com aquele que tu chama de amigo. Aliás, para mim - e que isso fique bem claro que é uma opinião pessoal – amizade não é só sair pra beber e dizer que ama alguém, por que ele é legal contigo. Descobri quem eram os meus amigos quando eu estava fudida, no fundo do poço, quando ninguém mais tinha saco de escutar meus lamentos, e tive certeza da amizade quando escutei que eu estava errada, que eu deveria mudar minhas atitudes. E doeu muito. Cheguei a me revoltar, mas no final, percebi que tinha ouvido a verdade. E a verdade realmente é dolorida.

Amizade é que nem casamento, só não tem sexo, quer dizer, algumas até tem, mas a gente sabe que é de brincadeirinha. E também tem muito ciúme, por que assim como o casamento, envolve amor e sentimento de posse, é o que deixa tudo bem complicado. Mas acho que com o passar dos anos a gente vai aprendendo a lidar com isso. Às vezes lembro as duas vezes que parei de falar com a minha melhor amiga, cada vez dessas duraram de três a quatro meses, confesso que sou extremamente cabeça dura e tenho a personalidade super forte, e luto pra dominar isso, não que esses traços sejam defeitos, mas também não são qualidades.  Senti tanta falta dela nesse meio tempo, que quando fizemos as pazes não teve como não cair no choro.

Sabe, depois de refletir aqui na companhia de minha massa cinzenta, acho que fui um pouco dura com ele, deve ser por que eu sinto muita falta dele todos os dias, e pelo fato de não poder ir visitá-lo como eu gostaria, já que agora moramos em lugares opostos no país, e pelo ciúme que eu sinto dos novos amigos dele. Eu sei, é egoísmo meu.  Nem vou dizer que o motivo é por eu ser humana, isso é desculpa para continuar cometendo os mesmos erros. O problema não é sermos humanos, é nos contentarmos em sermos sempre os mesmos. O que nos diferencia dos animais não é inteligência em si, mas nossa capacidade de controlar nossos impulsos. E eu ainda não sou muito boa nesse sentido!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Soltando a franga da Xuxa


Neste momento, neste exato momento, estava eu procurando alguma música legal e descolada pra ouvir, algo pra me deixar mais feliz, mais pseudo-periguete, tem dias que a gente sente vontade de bater cabelo e como dizia a Xuxa nos anos 80, “soltar a franga”. Puta que pariu, soltar a franga Xuxa? Você está certa disso? Seria tipo ir a uma granja e abrir o portão, ou pra você soltar a “franga”, tecnicamente você teria que “ser uma galinha”. É, acho que isso está dentro da ciência da “periguetagem” não é? Nossa, quantas aspas para eufemizar as coisas! Isso por que ainda não fiz nem o uso do famoso “êêêêêêê”, recurso esse muito utilizado para amenizar verdades constrangedoras que às vezes simplesmente sai. Por que para nós irônicos e sarcásticos, nada melhor que um “êêêêêêêê” depois de uma trollada fatality  em cima de alguém que você só finge suportar, amigos que você não quer machucar e ex namoradas indesejáveis, mas que você não quer tirar da jogada por que era boa de cama – Mãe, não leia isto ok?

Mas voltando a questão - que não era exatamente a franga da Xuxa - percebi que não tenho muitas músicas felizes no meu “personal computer”. Isso quer dizer que eu seja infeliz? Ou que simplesmente eu seja um pé no saco da sociedade, por que acreditem meus amigos, até mesmo as mulheres podem ter sacos hoje em dia, há jogadores de futebol para provar isso! Procurei bastante entre meus acervos de folk, bluegrass, indie e cheguei à conclusão de que sou emo, tirando a franja lambida e a maquiagem borrada, os cortes nos pulsos e a vontade incontrolável de morrer, sei lá, isso era brincadeira ok? Já passei dessa fase, aliás, se eu fosse emo de verdade aos 25 anos, seria o mesmo que assinar um contrato vitalício de Forever Alone.

Fiquei olhando por um bom tempo minha playlist e percebi o quanto sou preconceituosa, e deve ser por isso que já estou há um bom tempo sem namorar, por que basta a garota dizer que gosta de sertanejo universitário para eu esquecer seus lindos olhos e suas grandes partes polêmicas, se é que você entende de memes de internet! Mas quer saber? Vou começar a me permitir, preciso começar a ouvir algo além de rock e coisas que me lembrem algo como uma vida passada nos anos 50. Porém que fique bem claro, vou continuar a ouvir MÚ-SI-CA, e nesse caso vesguinho nenhum entra no meu set ok? Mas quem sabe um I-Lari- Lari- ê?

domingo, 8 de janeiro de 2012

Feliz fim do mundo!

Incrível como nada acontece como a gente espera, quando estamos namorando sempre aparece um monte de gente querendo ficar com você, quando está solteira e jogada as traças, não surge uma alma sequer! Quer dizer, no meu caso até que surge, mas não as almas com seios e pernas... Eu sou gay ora bola! E tudo o que aparece são homens.
Por dia me adicionam pelo menos uns 2 homens, isso dá uma média de 60 homens por mês, vejam só, se eu gostasse seria uma sortuda, mas não gosto. É sempre o mesmo papo, me adicionam, eu aceito por que conheço um monte de gente que nunca lembro o nome, e deixo lá, tipo...lá mesmo, por que se eu conhecer metade das 500 pessoas que tem no meu facebook é muito, e eles ficam lá, fazendo número e lendo as merdas que eu posto, por que rede social hoje em dia é pra isso mesmo, é pra falar M-E-R-D-A!
Aí o cara puxa assunto no chat, pergunta se eu to bem, o que ele pensa? Que eu vou me abrir pra ele assim? Do nada? Nem sei quem ele é, e ele se acha no direito de conhecer como eu me sinto de verdade? Eu respondo que sim, né? O que é que eu vou falar? “Não estou bem, preciso de 300 reais pra pagar minhas contas, tu pode me emprestar”?  Enfim, eu não respondi mais nada e o cara solta que é 2012, que o mundo vai acabar e me convida pra beber. Muito bonito pra sua cara. Eu bebo, e bebo mesmo, sou de ir pra festa e beber tequila, chupar o limão e ainda por cima, depois de umas doses ainda tento usar o limão chupado pra comprar mais tequila, isso tudo antes de dormir no sofá ou em um dos boxes do banheiro! Mas não foi isso o que eu falei. Óbvio.
“Estou tentando deixar de beber.” Ora, fui uma lady.  Fora esse, tem os que vem me cutucar, os que adicionam e ficam me stalkeando que eu sei, aí quando eu posto alguma coisa vem puxar assunto como se me conhecesse há anos. Eu bato palmas para vocês meus queridos ocupantes de espaço no facebook, como vocês são criativos. Nem se eu gostasse eu sairia com vocês, não oferecem nem um big-big antes?
A questão é que a tal da lei de Murphy tá aí pra isso... Ferrar com as nossas vidas. Enquanto as meninas não começam a me adicionar, eu aproveito pra rir da cara dos homens. Ah! Feliz 2012 pra você também!