segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Soltando a franga da Xuxa


Neste momento, neste exato momento, estava eu procurando alguma música legal e descolada pra ouvir, algo pra me deixar mais feliz, mais pseudo-periguete, tem dias que a gente sente vontade de bater cabelo e como dizia a Xuxa nos anos 80, “soltar a franga”. Puta que pariu, soltar a franga Xuxa? Você está certa disso? Seria tipo ir a uma granja e abrir o portão, ou pra você soltar a “franga”, tecnicamente você teria que “ser uma galinha”. É, acho que isso está dentro da ciência da “periguetagem” não é? Nossa, quantas aspas para eufemizar as coisas! Isso por que ainda não fiz nem o uso do famoso “êêêêêêê”, recurso esse muito utilizado para amenizar verdades constrangedoras que às vezes simplesmente sai. Por que para nós irônicos e sarcásticos, nada melhor que um “êêêêêêêê” depois de uma trollada fatality  em cima de alguém que você só finge suportar, amigos que você não quer machucar e ex namoradas indesejáveis, mas que você não quer tirar da jogada por que era boa de cama – Mãe, não leia isto ok?

Mas voltando a questão - que não era exatamente a franga da Xuxa - percebi que não tenho muitas músicas felizes no meu “personal computer”. Isso quer dizer que eu seja infeliz? Ou que simplesmente eu seja um pé no saco da sociedade, por que acreditem meus amigos, até mesmo as mulheres podem ter sacos hoje em dia, há jogadores de futebol para provar isso! Procurei bastante entre meus acervos de folk, bluegrass, indie e cheguei à conclusão de que sou emo, tirando a franja lambida e a maquiagem borrada, os cortes nos pulsos e a vontade incontrolável de morrer, sei lá, isso era brincadeira ok? Já passei dessa fase, aliás, se eu fosse emo de verdade aos 25 anos, seria o mesmo que assinar um contrato vitalício de Forever Alone.

Fiquei olhando por um bom tempo minha playlist e percebi o quanto sou preconceituosa, e deve ser por isso que já estou há um bom tempo sem namorar, por que basta a garota dizer que gosta de sertanejo universitário para eu esquecer seus lindos olhos e suas grandes partes polêmicas, se é que você entende de memes de internet! Mas quer saber? Vou começar a me permitir, preciso começar a ouvir algo além de rock e coisas que me lembrem algo como uma vida passada nos anos 50. Porém que fique bem claro, vou continuar a ouvir MÚ-SI-CA, e nesse caso vesguinho nenhum entra no meu set ok? Mas quem sabe um I-Lari- Lari- ê?

domingo, 8 de janeiro de 2012

Feliz fim do mundo!

Incrível como nada acontece como a gente espera, quando estamos namorando sempre aparece um monte de gente querendo ficar com você, quando está solteira e jogada as traças, não surge uma alma sequer! Quer dizer, no meu caso até que surge, mas não as almas com seios e pernas... Eu sou gay ora bola! E tudo o que aparece são homens.
Por dia me adicionam pelo menos uns 2 homens, isso dá uma média de 60 homens por mês, vejam só, se eu gostasse seria uma sortuda, mas não gosto. É sempre o mesmo papo, me adicionam, eu aceito por que conheço um monte de gente que nunca lembro o nome, e deixo lá, tipo...lá mesmo, por que se eu conhecer metade das 500 pessoas que tem no meu facebook é muito, e eles ficam lá, fazendo número e lendo as merdas que eu posto, por que rede social hoje em dia é pra isso mesmo, é pra falar M-E-R-D-A!
Aí o cara puxa assunto no chat, pergunta se eu to bem, o que ele pensa? Que eu vou me abrir pra ele assim? Do nada? Nem sei quem ele é, e ele se acha no direito de conhecer como eu me sinto de verdade? Eu respondo que sim, né? O que é que eu vou falar? “Não estou bem, preciso de 300 reais pra pagar minhas contas, tu pode me emprestar”?  Enfim, eu não respondi mais nada e o cara solta que é 2012, que o mundo vai acabar e me convida pra beber. Muito bonito pra sua cara. Eu bebo, e bebo mesmo, sou de ir pra festa e beber tequila, chupar o limão e ainda por cima, depois de umas doses ainda tento usar o limão chupado pra comprar mais tequila, isso tudo antes de dormir no sofá ou em um dos boxes do banheiro! Mas não foi isso o que eu falei. Óbvio.
“Estou tentando deixar de beber.” Ora, fui uma lady.  Fora esse, tem os que vem me cutucar, os que adicionam e ficam me stalkeando que eu sei, aí quando eu posto alguma coisa vem puxar assunto como se me conhecesse há anos. Eu bato palmas para vocês meus queridos ocupantes de espaço no facebook, como vocês são criativos. Nem se eu gostasse eu sairia com vocês, não oferecem nem um big-big antes?
A questão é que a tal da lei de Murphy tá aí pra isso... Ferrar com as nossas vidas. Enquanto as meninas não começam a me adicionar, eu aproveito pra rir da cara dos homens. Ah! Feliz 2012 pra você também!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Às margens do lago


Água turva a cristalizar.
No fundo de um pote que parece vazio
está lá o que de fato nos deixa vivos.
Como se não bastasse nossa descrença no que somos
temos medo do que podemos nos tornar.
Somos tão mesquinhos que preferimos nos manter cegos
do que a verdade enxergar.
Água turva a cristalizar
Lave a minha alma, perdoe o meu pesar
Pois quanto mais vivo de ilusões
Mais consigo acreditar...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Epílogo

Levando em consideração que há muito não escrevo, temo em escrever coisas que não serão entendidas, muito menos sentidas. Como se tivesse perdido a habilidade da escrita, é como se olhar no espelho e se enxergar despida. Tudo o que eu queria na verdade era atingir as expectativas que um dia colocaram sobre mim, não sei até que ponto falhei, na verdade não sei onde falhei, se isso tudo pode ser julgado como falha. Passei um ano inteiro tentando ser o que todos esperavam que eu fosse, tentei fingir para mim mesma que gostava de ser essa nova pessoa, e fingi tão bem que era feliz daquele jeito, que por um segundo quase acreditei, salvo os momentos de sinceridade entre eu e meu melhor confidente, o Sr. Travesseiro.
Nunca menti ser absurdamente egocêntrica, alguns dizem que isso é do meu signo, não acredito muito nisso, mas todos os domingos eu dou uma conferida, pra ver se na semana seguinte encontro meu grande amor. Engraçado como gostamos de nos enganar, como necessitamos acreditar em algo que ainda não pertence a nossa "realidade".
É como em uma antiga poesia que eu escrevi:
"Sorrisos voam como pássaros libertos,
em uma sonora sinfonia harmônica,
cheia de carga negativa inversa,
cheia de tristeza anônima."

Traduzindo... É rir para não chorar, é esconder-se de sim mesmo, é negar o que você é em essência. Minha essência é esta, sou louca, sim, louca, doida, talvez psicótica, alucinada, talvez seja isso que me defina, sou o avesso, o contrário do que todos podem enxergar, e as vezes o que falo, é a única coisa em que não consigo acreditar.
Muitos pensam que a morte é o acontecimento mais traumático que alguém pode passar. Discordo. A morte é se libertar de uma prisão chamada vida. Tenho certeza que entre morrer e nascer, ser concebido deve ser muito mais doloroso, não é atoa que colocamos pra fora aquele choro sentido, é o único momento em que somos realmente verdadeiros, naquele instante, somos divinos... Depois disso nos tranformamos no que somos, e como o tempo não volta, morremos cada dia um pouco. É um processo.
Crescemos com uma falsa  ideia de que devemos ser bem sucedidos, mas 'o quê é ser bem sucedido?'
Ainda existe dentro de mim um sopro daquele choro, sei que deve haver pessoas com esse mesmo nó na garganta por aí, esperando para um dia, quem sabe, se libertar. E enquanto esse dia não chega, por que não abraçar-se a si mesmo, por que não deixar-se afogar em um beijo?

sábado, 10 de setembro de 2011

Mudança

O indie de boteco mudou. Na verdade eu mudei, sempre mudo, nesses 2 anos e meio em que escrevo neste blog vocês puderam acompanhar essas mudanças à fundo. Fui triste, feliz, apaixonada, desiludida, irresponsável, e acima de tudo, fui humana. Clichê não?
Pode até ser, mas é isso mesmo, ninguém é igual por toda vida. Saltei de baterista revoltada à algo que ainda não sei explicar exatamente. Gosto de falar dessas mudanças, gosto de ser eu mesma, mesmo que muitos não gostem, não tenho vergonha de ser vulnerável, não tenho vergonha de errar. O que muitas vezes parece fraqueza, é justamente o alicerce de uma fortaleza impenetrável.

Sejam bem vindos novamente! E novamente... E novamente...

domingo, 24 de julho de 2011

Felicidade

Quero ter uma casa pequena, onde eu possa olhar pela janela e ver algumas árvores ou pelo menos uma, isso já seria maravilhoso. Nesta casa quero ter um violão para alegrar meus momentos de nostalgia, um cavalete, algumas telas em branco e muitas, muitas tintas, para poder "eternizar" meus sonhos. Ela será "amarela" como a luz branca do sol e terá uma porta vermelha para que todos que entrarem se sentirem aquecidos. Na cozinha um forno a lenha talvez, e no quintal bastante espaço para receber os amigos em dias ensolarados, uma horta para sentir a terra em minha mãos, e sobre mim o céu com suas infinitas cores.
Para alguns isso é não ter ambição, para mim, isso se chama Felicidade!

domingo, 10 de julho de 2011

Follow the white Rabbit!



Tudo parece tão estranho olhando daqui. Acho que perdi minha capacidade de escrever o que sinto e de imaginar o que eu pudesse sentir. Tantas coisas mudaram, inclusive eu; mas ultimamente me sinto como um lord Sith implorando para voltar a ser Jedi. Caminhei tanto, e apenas dei uma volta em torno do mesmo lugar. Tá chegando os 25 e lembro que aos 16 pensei sair de casa aos 18. Pois bem, ainda estou aqui. Sentada.
O cenário não mudou tanto, exceto pelo computador, precisei jogar aquela merda de Pentium fora e comprar um Core 2 Duo, afinal, o que mais mudou nesses últimos 10 anos foram os processadores e o índice de fofoqueiros, o Twitter está aí para isso. Todo mundo entende de política, todo mundo entende de marketing, de publicidade, aliás, todo mundo acha que "é jornalista". Desde quando a pulada de cerca do vizinho passou a ser notícia?
Então alguém pode me responder. Que merda de sociedade estamos criando? Onde agora é moda querer ser vintage! Se achamos que as décadas passadas foram melhores, é por que algo está errado. Mas ao invés de tentarmos fazer o certo, estamos aqui não é Renata? Sentados! Conectados 24 horas por dia, em uma rede de mentiras. Por que aqui podemos ser quem quisermos ser. Podemos ter um pau maior, uma bunda maior, podemos fingir até que temos um QI maior. É moda ser nerd. Legal falar isso agora, depois de ter sofrido tanto bulling no colégio, bem que essa poderia ter sido a moda nos anos noventa, talvez não teriam me chamado de idiota, lesa, sapatão... Ah! Aliás, também é moda ser gay hoje em dia.
A história humana sempre foi marcada por guerras, desde a mitológica batalha Troiana ao grande circo de horrores de Hitler, mas como toda grande dinastia, governo, império, seja lá como você quiser chamar, todos um dia cairão. Estamos na Era dos Buscadores e Redes Sociais. E teve época onde todos acharam que o Yahoo! seria eterno. 
O mundo as vezes é tão irreal, que quando fecho os olhos para dormir, tenho a sensação de que estou finalmente prestes a acordar!